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Gramática com Música · Relative Clauses · B1

Relative Clauses com The Man Who Sold the World (David Bowie)

Atualizado em julho de 2026 · Leitura ~5 min

Às vezes o material didático perfeito está escondido no título da música. 'The Man Who Sold the World' já entrega, de graça, a estrutura gramatical inteira: sujeito + relative pronoun + verbo. O resto da aula é só expandir.

Relative clauses (orações relativas) são um daqueles tópicos que o aluno brasileiro entende na teoria e trava na prática, principalmente na hora de escolher entre who, which, that e where. A boa notícia é que David Bowie resolveu isso pra você antes mesmo de você abrir o material.

O título já é a aula

Repare na estrutura: 'The Man' (sujeito) + 'who' (pronome relativo referindo-se a pessoa) + 'sold the world' (oração relativa, dando informação extra sobre o homem). É o exemplo mais limpo possível de defining relative clause — aquela que define quem ou o que estamos falando, sem vírgula, sem pausa.

The Man Who Sold the World

O Homem Que Vendeu o Mundo

'Who' substitui 'the man' dentro da oração relativa. Sem ele, teríamos duas frases soltas: 'There was a man. The man sold the world.'

Comece a aula escrevendo essas duas frases separadas no quadro e pergunte à turma como uni-las em uma só, sem repetir 'the man'. Naturalmente alguém vai sugerir 'who'. Pronto: você acabou de ensinar a função do pronome relativo sem precisar de slide nenhum.

Who: para pessoas

'Who' substitui sujeitos que são pessoas. É o caso mais intuitivo pro aluno brasileiro, porque existe um paralelo direto com 'quem' em português — ainda que a estrutura da frase mude.

  • The man who sold the world = O homem que vendeu o mundo
  • The girl who is singing = A garota que está cantando
  • A friend who understands you = Um amigo que te entende

Dica de sala

Peça para os alunos criarem títulos de música no estilo Bowie usando 'who': 'The Woman Who...', 'The Teacher Who...'. É engraçado e fixa a estrutura na hora.

Which e that: para coisas

Depois que 'who' está consolidado, é hora de trocar o sujeito para um objeto e mostrar que a lógica muda. Aqui entra 'which' (mais formal, usado principalmente em non-defining clauses) e 'that' (mais informal, super comum em fala e música, e que pode substituir tanto 'who' quanto 'which' em defining clauses).

I laughed and shook his hand, and made my way back home

Eu ri e apertei a mão dele, e voltei para casa

A música não usa relative clause aqui, mas é um bom contraste: peça para os alunos reescreverem com 'the hand that I shook' — praticando 'that' como objeto.

Exercício rápido: dê a frase 'I shook his hand. The hand was cold.' e peça para unir com 'that' ou 'which'. Resultado esperado: 'The hand that/which was cold' ou, transformando em objeto, 'The hand (that/which) I shook was cold' — aqui você já pode mencionar que o pronome relativo como objeto pode até ser omitido, algo que assusta muito aluno de nível B1.

Where: para lugares

'Where' substitui expressões de lugar e evita a repetição de preposições como 'in which' ou 'at which' — uma estrutura que soa arcaica e que o aluno não precisa decorar agora.

We must have died alone, a long, long time ago

Devemos ter morrido sozinhos, há muito, muito tempo

Adapte para praticar 'where': 'This is the place where we must have died alone.' Funciona bem como frase-ponte para o vocabulário mais sombrio da letra.

Uma atividade que funciona bem: peça para os alunos imaginarem 'the place where the story happens' e escreverem uma frase curta sobre a atmosfera da música usando 'where'. Isso conecta gramática com interpretação de letra, que é sempre um ponto forte de aula com música.

Defining vs. non-defining: a diferença que ninguém explica bem

Vale reforçar que 'The Man Who Sold the World' é uma defining clause: a informação é essencial, não dá pra tirar sem perder o sentido. Se fosse non-defining, teria vírgula e outro peso: 'David Bowie, who wrote this song in 1970, was a genius.' Aqui a informação sobre a data é extra, um bônus — a frase funciona sem ela.

A vírgula muda tudo: ela sinaliza que a informação é extra, não essencial.
TipoExemploVírgula?
DefiningThe man who sold the worldNão
Non-definingBowie, who wrote this song, was a geniusSim

Roteiro de aula em 4 passos

  1. Mostre o título e pergunte o que 'who' está substituindo
  2. Peça para unir frases simples com who/which/that/where no quadro
  3. Toque a música e peça para os alunos grifarem qualquer estrutura parecida (mesmo que a letra não use relative clauses diretamente, funciona como gatilho de contexto)
  4. Feche com produção: cada aluno escreve 3 frases sobre si mesmo usando who, which/that e where

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Para o aluno mais avançado

Vale mostrar que 'that' não pode ser usado em non-defining clauses nem depois de preposição direta. 'The song that I'm talking about' funciona; 'The song, that I love, is old' não.

Qual a diferença entre who e that em relative clauses?+

'Who' é usado só para pessoas. 'That' pode substituir tanto 'who' quanto 'which' em defining clauses, sendo mais informal e comum na fala. Em non-defining clauses (com vírgula), 'that' não é aceito — só 'who' ou 'which'.

Dá para omitir o pronome relativo?+

Sim, quando ele funciona como objeto da oração relativa. 'The song (that) I love' pode perder o 'that' sem problema. Mas quando o pronome é sujeito, como em 'The man who sold the world', ele não pode ser omitido.

Como usar The Man Who Sold the World para ensinar relative clauses em nível B1?+

Comece pelo título como modelo de defining clause com 'who', depois peça aos alunos que criem frases próprias substituindo o sujeito por 'which', 'that' e 'where', usando trechos da letra como inspiração de vocabulário e clima.

Which ou where: como saber qual usar?+

'Which' substitui coisas/objetos como sujeito ou objeto da oração. 'Where' substitui expressões de lugar, evitando repetir preposições como 'in which' ou 'at which'. Se a frase original tem 'in the place', 'where' é a escolha natural.

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